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CASO MASTERarquivo independente, atualizado em 15 de setembro de 2026

Arquivo 01 de 09

A ascensão

Período: 2018 a dezembro de 2024.

Como um banco pequeno virou o Banco Master, vendendo CDBs que pagavam muito acima do mercado com a garantia do FGC.

Em fevereiro de 2019, a diretoria do Banco Central negou a Daniel Vorcaro o controle do Banco Máxima: segundo os votos divulgados depois, ele não comprovou de forma “clara e inequívoca” a origem dos recursos. Meses depois, com nova composição, a mesma diretoria aprovou a operação Times Brasil. Em 2026, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, resumiu a senadores que “a discussão original era sobre a origem de recursos” Agência Senado.

Em agosto de 2021, depois de uma mudança societária e de um aporte de R$ 400 milhões, o Banco Máxima passou a se chamar Banco Master CNN Brasil.

O modelo de crescimento era simples de explicar: CDBs com rendimento de até 140% do CDI, bem acima do que pagavam os grandes bancos, e a promessa implícita de que, se algo desse errado, o Fundo Garantidor de Créditos devolveria até R$ 250 mil a cada investidor Agência Brasil. Os papéis chegavam ao público pelas grandes plataformas de investimento: o BTG, segundo maior distribuidor, movimentou R$ 6,7 bilhões em CDBs do Master, 16% de toda a captação do banco com garantia do FGC, segundo o Times Brasil Times Brasil.

Parte do que sustentava o balanço vinha da Bahia: o Credcesta, um cartão consignado de benefícios que Augusto Lima levou ao Máxima em 2018 e que, depois da entrada de Lima na sociedade com Vorcaro, em 2020, se tornou um dos ativos mais lucrativos do banco Poder360 Gazeta do Povo.

Guarde estas quatro peças: o banqueiro, o banco, o regulador e o fundo garantidor. Todo o resto do caso se prende a elas.

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Fontes deste arquivo

  1. Caso Master: BC divulga votos que mostram como Vorcaro conseguiu autorização para assumir controle do banco — Times Brasil, 24 abr. 2026. Cópia arquivada.em fevereiro de 2019, a cúpula da autarquia negou o pedido do banqueiro" […] "Inquirido, o interessado não apresentou elementos que elucidassem essa questão de forma clara e inequívoca" […] "O cenário mudou em outubro de 2019. O sucessor de Marques na diretoria, João Manoel Pinho de Mello, votou a favor da operação
  2. Senadores questionam como BC negou e depois aprovou venda do Master a Vorcaro — Agência Senado, 19 maio 2026.Galípolo: "a discussão original era sobre a origem de recursos, o veto que teve na primeira. Com o Roberto [Campos Neto], parece que lhe apresentam outros recursos" […] "chegou a ser barrada durante o mandato de Ilan Goldfajn na presidência do BC, mas acabou aprovada na gestão de Roberto Campos Neto
  3. Após mudança societária e aporte de R$ 400 mi, Banco Máxima agora é Banco Master — CNN Brasil, 2 ago. 2021. Cópia arquivada.Após mudança societária e operacional, além de uma capitalização de R$ 400 milhões, o Banco Máxima agora é Banco Master.
  4. BC rejeita compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB) — Agência Brasil, 3 set. 2025. Cópia arquivada.oferecendo rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Bancário (CDI) a quem compra papéis da instituição financeira" […] "Fundo Garantidor de Crédito (FGC), fundo que cobre investimentos de até R$ 250 mil por pessoa física ou pessoa jurídica em cada instituição financeira" […] "O Banco Central (BC) decidiu rejeitar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB)" […] "sobre o indeferimento do requerimento protocolado em 28 de março de 2025, referente à aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master
  5. BTG vendeu R$ 6,7 bi em CDBs do Master, sumiu no escândalo e agora caso está na Justiça — Times Brasil, 12 abr. 2026. Cópia arquivada.foi o segundo maior distribuidor dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do banco de Daniel Vorcaro, movimentando R$ 6,7 bilhões em títulos que pagavam até 140% do CDI" […] "O BTG responde, portanto, por 16% de toda a captação do Master com garantia do FGC." […] "O BTG não comentou a ação.
  6. Entenda como o PT na Bahia vendeu o Credcesta e negócio favoreceu o Master — Poder360, 10 ago. 2026. Cópia arquivada.foi Guga Lima que levou a Wagner, antes mesmo do leilão, a ideia de transformar o antigo cartão de compras da Cesta do Povo em um pacote de benefícios para funcionários" […] "o controle acionário da empresa, as 49 lojas da Cesta do Povo e o Credcesta por R$ 15 milhões" […] "Rui Costa assinou 2 decretos, em 27 de abril de 2018" […] "mudando as regras de concessão de consignado e favorecendo o Credcesta" […] "O baiano procurou Daniel Vorcaro, controlador do então Banco Máxima, no 2º semestre de 2018 para entrar no negócio. A instituição financeira comprou 50% da PKL" […] "mas não foi enviada uma resposta
  7. Quem é Augusto Lima, um dos alvos da operação que mira Jaques Wagner — Gazeta do Povo, 20 jan. 2026. Cópia arquivada.tornou-se um dos ativos mais lucrativos e estratégicos do Banco Master após a entrada de Lima na sociedade com Vorcaro, em 2020." […] "Em maio de 2024, Augusto Lima formalizou sua saída do Banco Master. O empresário assinou um acordo que previa a transferência para Daniel Vorcaro de todas as suas ações na instituição — 33,3 milhões de ações ordinárias, o equivalente a 18,62% do capital." […] "em agosto de 2025 passou a controlar o Banco Pleno S.A. (antigo Banco Voiter)" […] "Sua entrada na Ebal ocorreu durante a gestão de ex-governador baiano Rui Costa, atual ministro-chefe da Casa Civil.